
sexta-feira, agosto 31, 2007
DESABAFOS

SE EU FOSSE PÓLEN

Se eu fosse pólen à flor da pele, nada disto te puderia ofecer, porquanto me contento em ser quem eu sou e saber que te posso desvendar estes segredos por entre dedos meus que te percorrem a Alma e repousar-te no meu colo que se quer teu porto-de-abrigo.
terça-feira, agosto 28, 2007
LEITO DO TEU RIO

domingo, agosto 26, 2007
À NOSSA JANELA

"in José Luís Peixoto"
sábado, agosto 25, 2007
EU + TU

Sei da tua pele a tocar na minha e do teu desejo de palavras depois do prazer. Sei das tuas solidões cheias de gente e dos meus vazios prenhes de sol poente. Sei que te toco por cima das palavras que me beijam como lâminas, enfim sei que me tocas por debaixo dos lençóis que me afagam, feitos de seda e setim. Acredito no amor e não desisto de ter para mim. Para nós nesta noite de lua, sei das minhas noites de insónia. sei dos teus dias compridos de solidão, sei das minhas horas de loucura branca, sei dos teus momentos tantos de paixão. Conheço o ciúme dos corpos ausentes, sei das picadas prenhas dos silêncios carentes mas sei que estás comigo agora, sei que estás em minh'alma, sei tudo o que nunca soubeste. Sei como beijas o meu corpo, teu abrigo. Sei que te quero... para mim... sei que me quero... para ti.
sexta-feira, agosto 24, 2007
EM SINTONIA
quinta-feira, agosto 23, 2007
DEIXAS-ME NU

O amor começa quando os olhos se ruborizam por dançarem nús.
Amar-te é estar no fio da navalha que me faz a barba pela manhã e beijar-te como se fosse sempre a primeira vez, imaginar ao que cheiras agora quando acordas. Calçar os teus chinelos e fingir que andas por aqui. Pegar no telemóvel, ler mensagens de amor e acreditar que foi hoje que as recebi. Amar-te é assim, ser penhasco vulnerável apanhado numa emboscada e da verticalidade, enfrentar no momento certo, como um cirurgião, a saudade que me agarra.
Tenho sempre um motivo para elevar o pesçoco, o queixo e o olhar, sempre que estou só comigo, entre o meu céu e eu, até ficar acima das nuvens e encontrar-te por lá.
quarta-feira, agosto 22, 2007
UM DIA, UMA TARDE, UMA MANHÃ, CONTIGO...

Cá dentro somos dois. Respiramos o ar azul e egoísta; fresco como o Outono de tempos. Deito-me ao teu lado e vejo-te deixar cair as pálpebras, olhando-me como se um perdão fosse pela suavidade com que te deixas vencer pelo cansaço que invade o corpo. Intensas são estas noites contigo. Olhas-me várias vezes… Sorrio e fico a contemplar a beleza que pediste emprestada no dia que nasceste. Penso eu que foi nesse dia, pois sempre me lembro de ti assim, perfeita, envolta em nuances que te tornam mais bela. Tu sempre te achaste menos do que és, mas com o tempo foste-te esquecendo de reclamar.
Lembro-me quando juntos, partilhamos as manhãs, a tua pele junto à minha, os teus olhos espertos para a novidade, com uma cor que os torna únicos. Encosto-me a ti e dormimos apertados.
"Se pudesse, os meus lábios fariam parte dos teus, para sempre."
segunda-feira, agosto 20, 2007
GRAVADO NA PELE

Gostava de conseguir escrever um poema do qual tu gostasses tanto que quisesses decorá-lo. E que quando o recordasses, em pensamento, fosses capaz de te lembrar também do meu sorriso. Queria oferecer-te um agasalho de horas felizes com o cheiro dos lençois daquela manhã em que nos desligámos da inteligência artificial e gravámos a nossa eternidade na nossa pele.
JUNTO A TI

Todos os pássaros aprendem a bater as asas até no azul cortado pelo frio. Eu também queria saber voar, para conseguir regressar a casa sem pisar o chão onde nestes dias me desencontro de ti. Queria encontrar a baía onde me aventuro com braçadeiras. Fazer de novo o pino na cama do quarto ou a esparregata no soalho que tu pisas. Qualquer coisa que me quebrasse esta saudade, esta falta que me fazes.
TODOS OS DIAS
Quero estar contigo "all over again"...
És o mais perto do Céu, que eu alguma vez mais estarei...
domingo, agosto 19, 2007
ESTOU IRRITADO
TENHO
como um grito por entre os olhares espalhados pelas avenidas.
Tenho saudades da tua escova de dentes...
Tenho saudades de te ouvir lavá-los.
Tenho saudades de ti.
O teu cheiro, esse, permanece em todos os cantos.
Gostava de ser pirilampo num candeeiro junto à tua cama.
quinta-feira, agosto 16, 2007
A MELHOR PRENDA, ÉS TU
quarta-feira, agosto 15, 2007
SEGREDO

Só um pequeno segredo, na pista das pegadas do teu rasto, notícia deste casulo em terra húmida.
terça-feira, agosto 14, 2007
ADÃO! COSTELA OU MASTURBAÇÃO?

Deus faz-me espécie. Tenho mesmo as minhas dúvidas se terá criado a Mulher a partir de uma costela de Adão – o nosso Interno Masculino. Essa história cheira-me a esturro. Deve estar mal contada. Aliás, tenho a sensação de que todas as histórias do Antigo Testamento estão mal contadas. Estou convencido de que o processo de criação de um ser humano envolve outras partes do corpo – a mim nunca ninguém me falou da costela! E ainda bem. Não deve ser fácil para um homem pensar que está com dores de parto quando na realidade só tem uma dor nas costas.Segundo se conta, Adão esteve muito tempo sozinho no Paraíso. Uma situação difícil quando se é jovem e não há nada de especial para fazer a não ser passear-se pelo jardim. Em alguma altura da vida o homem deve ter reparado no Externo Masculino entre as pernas. Nem que seja para combater o tédio.As Escrituras não mencionam o episódio, mas estou convencido de que Adão acabou por fazer aquilo que os médicos hoje designam por auto-manipulação genital. E soube-lhe bem.A masturbação é um acto mais saudável do que arrancar uma costela a um pobre desgraçado. E a masturbação, fora algumas excepções, implica a criação de uma mulher, real ou imaginária. Terá sido assim que se passou? Será que a Mulher nasceu do desejo de Adão em tornar-se Homem por completo? Se foi, até faz sentido. Faz mais sentido que o raio da costela! Criar a mulher a partir do acto da masturbação masculina é a mesma coisa que dizer que o Homem só descobriu o fogo porque as mulheres atearam as chamas. A coisa fica ela por ela. Ou ele por ela, ou ela por ele. Tanto faz. Não devia dizer isto, mas tanto faz.A história da costela é que me custa a engolir. Porquê dizer que criaste a Mulher a partir de uma costela, meu Deus? Por vergonha? Timidez? Pudor? Porque não escolheste um órgão mais convincente como, por exemplo, o cérebro? Se tivesse sido revelado à Humanidade que a Mulher fora concebida a partir do cérebro do Homem, ter-se-iam poupado muitas chatices (e soutiens queimados). É inacreditável como as mulheres ultrapassaram o divino estigma da costela.
DOCES

Os teus sorrisos sabem a mel quente sobre muesli num qualquer pequeno almoço numa qualquer segunda feira onde o sono não abandona o corpo.
Tudo isto para dizer que as tuas lembranças continuam a alimentar os meus dias.
E que as nossas lembranças me continuam tambem a arrancar sorrisos com sabor igualmente doce.
domingo, agosto 12, 2007
EM MINHA CASA OU NA TUA

Gostava que pernoitasses em mim quando o dia se fosse embora. Que te soltasses no ímpeto da carne, a desfraldares as tuas velas no meu rio, aqui junto ao beijo cor de volúpia.
Porque amor, quando a noite se viste de pijama, sinto um balão de ar quente na memória, a insuflar-me a vontade de me perder num relâmpago de um beijo teu.
UM BEIJO SOLTO EM TI
sexta-feira, agosto 10, 2007
QUANDO TU DORMES
quinta-feira, agosto 09, 2007
A TUA PORTA

Gostava de te saber deitada por entre lençois de linho e sentir a brisa no meu pescoço dos sonhos suspirados por entre lábios teus.
Quero dar mais um passo na direcção daquela luz que brilha por entre a fechadura da tua porta e me ilumina a esquina de uma mala de viagem pronta a ir ao teu alcançe. Posso emalar a via láctea ou um beco de alcatrão, mas quero dar o passo por entre o abrir da porta do teu quarto, e encontrar-te a sorrir a para mim, com um dos teus três sorrisos.
Quero te despir e massajar os pés cansados do caminho dos dias.
Tenho saudades dos canaviais, das algas e dos gafanhotos, dos lenços de tecido e das salinas, dos vagalumes, dos arraiais, dos candelabros debruçados sobre a mesa, do calor de um girassol que se vira, das mãos entrelaçadas e das viagens de comboio, de saltar na corda dos sonhos e de andar a pé a beliscar as conchas e das mãos que se entregam e passeiam por entre sombras de um jardim lisboeta.
Confesso-te... tenho saudades tuas e apenas passaram 59h29m34s
quarta-feira, agosto 08, 2007
O TEU TOQUE

Mas tu não abraçaste apenas o que eu vestia. Abraçaste-me a mim e à saudade que sabes que senti este tempo todo. E uma vez mais, sem que isso me surpreendesse, dissipaste-me todas as ansiedades.
Se houvesse momentos que pudessem cristalizar-se no tempo, o do teu toque seria um deles.
terça-feira, agosto 07, 2007
ONTEM, HOJE, AMANHÃ

UM DIA MARAVILHOSO

Sabes o que me apetece?
Perseguir pegadas,
fazer sumo de laranja,
limpar vidros embaciados,
ou procurar pinhões na caruma molhada.
Qualquer coisa que me recorde o passeio de mão dada.
Há coisas maravilhosamente doces e a cumplicidade é uma delas.
São gigantes as manhãs em que acordo com um crepúsculo abismado nos braços.
Entre o azul e o negro, dança-me um céu na boca do beijo, à tua espreita.
Assomas-te à porta do meu ímpeto e regas-me o mar de pele.
Estonteado.
É assim que fico ao acordar quando me recordo do teu cheiro, do teu olhar de trampolim para o mundo.
Gostava de contigo partilhar a máquina de lavar roupa.
domingo, agosto 05, 2007
SILÊNCIO, MEU AMOR VAI A DORMIR
PERFUME
sábado, agosto 04, 2007
ANSIEDADE LOUCA

Dentro das minhas mãos há uma polpa, um apetite de pele escorregadia e uma noite de núpcias prestes a consumar-se.
São consoantes e vogais a treparem uma parede de resina construída no lado esquerdo da minha memória por entre um velho retrovisor que sustém o cenário do tempo parado no tempo.
Anseio em te rever...
PERTO, TÃO PERTO
QUERO SER TEU

Quero sentir o perfume solto em ti quando nos amamos,
Quero ouvir tua voz baixinho nos meus ouvidos,
E ficar assim, abraçado a ti, na penumbra da paixão...
E falar em olhares dos sentimentos, das emoções,
E deixar que nossas mãos nos explorem, nos toquem...
Quero deixar que a pele arrepiada lentamente,
Vá substituindo a calma pelo desejo...
Quero sentir o toque dos teus lábios em minha orelha,
E essa tua forma selvagem de explorar o meu pescoço,
Quando tu me chegas, com saudade...
Quero-te tocar devagarinho, te excitar, nos sentir,
Quero-te afagar inteira e ao mesmo tempoum só pedacinho....
Quero-te profanar e violar teu desejo, teu corpo,
Quero a tua entrega total,louca, apaixonada.
Depois quero a paz e a calma,com cheiro de manhã de primavera,
E enquanto descansamos num abraço, numa banheira...
Quero o teu beijo, calmo.... quente...uma carícia terna, um olhar...
Quero desvendar os teus mistérios,tua alma, teu coração...
Quero-te envolver, me aproximar...
Quero-te dizer numa voz baixa, rouca...
Amo-te!!!
TRÊS COISAS

De tudo só ficam três coisas:
A certeza de que estamos sempre começando.
A certeza de que é preciso continuar.
A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar.
Portanto devemos fazer:
Da interrupção um novo caminho.
Da queda, um passo de dança.
Do medo, uma escada.
Do sonho, uma ponte.
Da procura, um encontro.“
"in Fernando Pessoa"
quinta-feira, agosto 02, 2007
ACODE-ME, ABRAÇA-ME
quarta-feira, agosto 01, 2007
DELICIOSAMENTE
TOMA O MEU COLO

Aconchego-te no meu colo, sinto-te no meu peito. Olho em teus olhos semi-cerrados e vislumbro a minha alma dentro de ti.
Ofereço-te o meu jardim, as tuas mãos procuram as minhas e o meu olhar encontra-se no teu.
Princesa de um reino mágico que desenhamos juntos nestes dias do Inverno ao Verão, com o sol a brilhar no imenso céu azul e assim aguardo o outuno em ti.
Companheira atenta e doce, pisas junto das minhas pegadas, seguindo-me para onde quer que vá.
Quero te sentir adormecida no meu regaço e eu, canto-te canções de embalar ou fábulas de encantar.
Nas noites de tormenta quero-me lá, ao teu lado, ouvir-te chamar o meu nome, ou, ir pé ante pé, até à beira do teu leito despertar-te de mansinho, e enroscar-me no meu âmago.
Hoje estás longe, mas ainda assim estou contigo, trago-te no meu peito, e sinto-te minha, como no dia em que te vi pela primeira vez.
A cada reencontro, o teu abraço é como o mundo que me envolve, como o sonho que se faz de realidade.
Não existem distâncias em nós, porque somos a extensão do outro, eu sou parte de ti, e tu, fazes parte de mim.
Toma o meu colo e dele faz o teu descanso.
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