quarta-feira, junho 20, 2007

O SEGREDO DAS ESFINGES

Quando teu destino se torna carta, mensagem, tua vida se abre num mar de possibilidades infinitas, que viajam no Amor à velocidade da Luz.
Não precisas entender, somente tens que viajar, ir-te, ser Ar, abrir tuas asas para despegar teu vôo sagrado que ainda não iniciaste.
Tens um destino, não um sino, tens um círculo, não uma cruz, tens alma, e alma e destino são o mesmo, o mesmo significado para duas bocas, e duas palavras que habitam em ti, a tua e a minha.
Por isso quando tua alma se transforma em mensagem, tua existência se abre em espirais de evolução, que passam de coração a coração, em teu próprio ritmo, o ritmo cadenciado da portadora de luz, tornas-te símbolo de uma nova era, trazendo a carta que liberará a todos das águas do esquecimento.
Por isso desejas tua união com meu Amor, porque ele é a máscara que uso, para expressar-me no mundo físico, ele é minha personalidade, e tu és minha essência, tu és imagem e ele é semelhança.
No entanto tu, és o espelho onde me olho, numa contemplação eterna de mim mesmo, por isso és criadora, porque és minha essência, isso significa que "essência contempla essência, face contempla face".
Porque estamos permanentemente contemplando-nos, e as vezes eu te olho, e as vezes tu me olhas. Mas se não existisse o tempo, nos imobilizaríamos num olhar eterno, como as esfinges, e o tempo que passa entre nós, e nos faz acordar a ambos no mesmo momento, tem que decifrar nosso enigma, ou o peso de nossa contemplação, de nosso olhar... o destruiria.
Esse é parte do segredo das esfinges, tu és a guardiã do sul, da terra e eu sou o guardião do norte, do céu.
Mas o grande enigma que elas guardam, está na sua forma: tem corpo de Leão, representante da força, a doçura do coração, tem asas, as asas da Luz, e tem forma de mulher, porque Amor... é Mulher, és Tu!

terça-feira, junho 19, 2007

NÚ E CRÚ

Olha-me nos olhos. Vermelho sangue, cor de erva. Estalo esbranquiçado. Beijas-me os lábios. Rasgados, expansivos. São carências camufladas. Vício brando, delicioso. Sente-me nas palavras. Versáteis, cruas, atordoadas. São minhas e tuas. Emendo distorcido de uma vida. Meneios habituais compõem a minha refeição. Sou o que fumo. Semente pura, ressequida!
Retira a importância do peso pesado das minhas palavras. Ouve-as como expressões genuínas de amor. Sem interferências ou contrapartidas. Confirma nos meus olhos. Estão tão despidos quanto os teus seios generosos, sedosos. Tanto quanto os resquícios no desfoco do teu curvilíneo cerviz-aprendiz. Vê como é possível chorar por querer viver de vez.

PLENA MULHER

"Plena mulher, maçã carnal, lua quente, espesso aroma de algas, iodo e luz pisados,
que obscura claridade se abre entre tuas colunas? que antiga noite o homem toca com seus sentidos? Ai, amar é uma viagem com água e com estrelas, com ar opresso e bruscas tempestades de farinha: amar é um combate de relâmpagos e dois corpos por um só mel derrotados. Beijo a beijo percorro teu pequeno infinito, tuas margens, teus rios, teus povoados pequenos, e o fogo genital transformado em delícia corre pelos tênues caminhos do sangue até precipitar-se como um cravo nocturno, até ser e não ser senão na sombra de um raio."

in "Plena Mulher" por Pablo Neruda

GRAMÁTICA

Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular. Era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingénua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos. O substantivo gostou dessa situação; os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a insinuar-se, a perguntar, a conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: óptimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinónimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a movimentar-se: Só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal e entrou com ela no seu aposto. Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram no diálogo, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a insinuar-se. Ela foi deixando, ele foi usando o seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo directo. Começaram a aproximar-se, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo o seu ditongo crescente: abraçaram-se, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula: ele não perdeu o ritmo e sugeriu um longo ditongo oral, e quem sabe, talvez, uma ou outra soletradela no seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois géneros. Ela totalmente voz passiva, ele voz activa. Entre beijos, carícias, parónimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com o seu predicativo do objecto, ia tomando conta dela inteira. Estavam na posição de primeira e segunda pessoas do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão a forçar aquele hífen ainda singular. Nisso a porta abriu-se repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjectivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tónica, ou melhor, subtónica o verbo auxiliar diminuiu os seus advérbios e declarou o seu particípio na história. Os dois olharam-se, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar entusiasmou-se, e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi-se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontando para os seus objectos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino. O substantivo, vendo que se poderia transformar num artigo indefinido depois dessa, e pensando no seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, atirou-o pela janela, e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.

"E ainda se diz que o Português é monótono"

domingo, junho 17, 2007

ENLOUQUEÇO

Enlouqueço quando sinto o teu desejo incontrolado, por entre as doces madrugadas do amor, por onde nossos gemidos ecoam lancinantes, com vigor.

Enlouqueço quando percorres o meu corpo, a procura incessante em escalada, revigorando-me ansioso e cativo, pela penumbra da escuridão plena e desconhecida.

Enlouqueço quando sinto em teus lábios o sabor do néctar dos Deuses imaginado, e já nada quero senão apenas os teus lábios, meu corpo convulso e deliciado.

Enlouqueço quando as minhas mãos te procuram ansiosas, quentes, escaldantes, e tua respiração se faz ofegante, dominada pelo instante de trepidante amor.

Enlouqueço quando nossos corpos entrelaçados esperam em agonia a fusão de um vertiginoso prazer, sempre diverso em sua intensa proporção.

Enlouqueço da sensação mais vibrante, nossos seres canalizados num só, a gritarmos a vida que explode num néctar de veludo, querendo apenas ali permanecer para sempre sós.

ATA-ME

Porque sinto falta,

da tua voz
dos teus olhos
do teu sorriso
da tua timidez
dos teus carinhos
das tuas palavras
das tuas mensagens
dos teus telefonemas
dos teus atrevimentos

Porque sinto falta,

dos momentos nossos
dos momentos em que nos seduzimos
dos momentos em que apenas nos olhamos
dos momentos em que nos amamos...

sábado, junho 16, 2007

VELUDO

Hoje cobri teu corpo de volúpias pétalas de veludo, uma experiência dos sentidos análogo ao simples olhar ou à simples sensação com que um belo fruto enche a língua.
Uma experiência sem fim, apenas continuidade num gesto só que nos é oferecido... o conhecimento do mundo, a plenitude e o esplendor de todo o saber desse lugar onde só tu reinas.
Hoje levei-te nos sentido e passeei-me por entre as pétalas perfumadas dos teus cabelos.
Recolho-me nessas pétalas por entre as quais a paixão se veste, e nelas traja um vestido longo e sedoso, as vestes dos contornos teus, divagando por entre afectos que te entrego no coração meu.

quinta-feira, junho 14, 2007

SEXTA-FEIRA

A tarde já ia na sua calma saída em direcção a uma noite quente. Vinhas de fato escuro, gravata branca e óculos de sol. O teu andar era uma mistura frenética entre o arrastar e energético alento de um final de sexta-feira. Mais tarde confessei-te que te via chegar como se trazida por uma brisa leve e fresca da primavera, cheia de cor e espontaneidade, sobreposta ao frenesim louco e mecânico de uma cidade que se despede de mais uma semana. Atrás das escuras lentes, haviam dois olhos de um verde cândido como um chupa-chupa... o teu sorriso brilhava como uma valsa de mil estrelas no céu das noites de Junho. Vi no teu olhar que me querias lançar no teu céu, como um anjo caído, na volúpia dos lençóis de seda... nos teus olhos lindos como uma pedra de Agua-Marinha, admirava uma mulher... Sentias as minhas mãos a deslizarem entre a vertigem de um carinho na tua face ruborizada, e a avidez de te fazer minha, tentando-me segurar entre os teus dedos... Percorreste o meu corpo com o teu, tentando desvendar os meus segredos, o meu caminho já trilhado... deixo-te caminhar neste trilho comigo, se assim o quiseres, desde que andemos ao mesmo ritmo, saboreando cada anoitecer, sem pressas de chegar ao dia seguinte. Amanheceu, e assim acordei dentro de um abraço quente e húmido. Peguei na minha mão direita e deixei-a entre as tuas pernas... Acordaste e beijaste-me o pescoço... Confessaste-me que te encontravas perante a dualidade de sugares intensamente o momento, tal qual fazes a uma laranja doce e fresca no verão ou devora-la intensamente ficando apenas com o sabor regado ao de leve com o sumo doce. Sussurrei-te em forma de questão, ao ouvido esquerdo "qual das duas escolherias para assim provares o néctar do desejo"...

CAFE DA MANHA

Sinto que conheço cada milímetro do teu corpo como se fosse o meu... Não há poro que já não tenha tocado, beijado. Descobri no teu corpo mil e uma formas de te satisfazer... Gosto de acordar primeiro... gosto de te observar de manha a dormir...de cabeça pousada por entre os meus braços e peito.... enquanto lânguidos raios de sol acariciam-te o corpo... Adoro deliciar-te com o sabor dos meus beijos no teu corpo todo... O teu cheiro impregnado em meu corpo, na minha camisa, nos meus cabelos, na minha pele... Depois de fazermos amor, adorava levar-te o pequeno-almoço à cama... E ficava a observar-te, registando mentalmente o quadro... enquanto rebolava por entre os lencois,saboreando o nosso cheiro, gostava de te acordar numa tempestade de beijos pelo corpo todo... De fazermos amor de manhã... Lembro-me de quando não me davas descanso, nem eu a ti... nem quando te recompunhas... Rostos ensonados, não pelo sono, cabelos desdenhados, davam lugar a um ar sóbrio vestido com roupas elegantes... Enquanto te ajeitavas via-te tão sexy que tinha vontade de te despir novamente... encaixarmo-nos mesmo vestidos... Adorava te levar o café da manhã... fazer do meu corpo a chávena do teu prazer...

AMOR E PAIXÃO

Amo loucamente os momentos certos e incertos que fazem as manhãs acordarem mais vivas... o acordar de manhã para te desejar um bom dia... o som da tua voz doce e certa ao meu ouvido... levantar-me com sono... preparar o pequeno almoço mesmo quando sei que sou preguiçoso... e tu sabes o quanto preguiçoso sou pela manhã... o beijo... o dia que passa por entre os dedos mas que se faz longo por entre nós... a chegada do fim do dia e o acompanhar-te até casa, o passeio habitual, o autocarro que nos aguarda e pelo qual corres por vezes... Amo-te e... paixão... Amo-te loucamente e... paixão... Amo cuidar de ti... Amo o teu cuidado comigo... Amo estes momentos cumplices e serenos... Amo a nossa rotina que do nada se transforma em novidades constantes... Amo-te loucamente e... apaixonado estou pela tua presença... adoro sentir o teu toque... que me arrepia... quando teus olhos meu corpo percorrem... sinto aquela magia... rendo-me... nos teus braços me encontro perdido... achado... é paixão... esta loucura e urgência de te amar... dos nossos corpos colar... com o sémen da vida... este íman... que nos puxa... que nos encaixa... na mais perfeita harmonia... Ainda... estou apaixonado por ti, meu amor... teu corpo quero beijar... ver-te contorcer... ver-te vibrar... sob a dança da minha lingua... fazer do teu prazer e felicidade o objectivo da minha vida... Amo-te e... não me interessa o que dizem os entendidos na matéria em questão... Que amor e paixão... são conceitos distintos... Que não coexistem... pela mesma pessoa... no mesmo coração... Não... não é confusão... Eu sei o que sinto... Eu sei que tenho razão... Amor... eu sei... tenho a certeza... Amo-te e por ti sinto paixão... Porquê? Não sei... não quero... não preciso de explicação. Só quero... que queiras... o meu amor... a minha paixão... e que saibas... do meu orgulho na pessoa que és...
AMO-TE!

terça-feira, junho 12, 2007

FOGO

Escorri os silêncios e deixei apenas a vontade de fazer o amor... calar a voz, gemer sem tino, sentir do teu corpo o escorrer do desejo, saciar-nos na paixão, encontrar-me em tuas mãos... beber do que tem teu corpo, provar-te e beijar o teu olhar. Senti o acender em nós um fogo, intenso, brilhante, poderoso... suar... sentir o meu toque dentro de ti em delírios sustentados em cada instante que me sentias a entrar... alucinado na entrega. Fiz do meu canteiro o teu ramo, ninho para os teus suspiros, confluência, minhas pernas junto às tuas e as tuas enroladas no meu corpo... erecto o meu prazer fez-se teu, gotas de sonho, provocações a transbordar de mim em ti... sentir-te louca, desejosa, ansiosa... o quente do teu corpo, o quente... olhaste-me nos silêncios femininos e descobriste os meus... em anos que eu não os deixava escritos e tudo se fez como se fosse a primeira vez... o desatino, o nervoso que fervilhava na pele... a ansia de te ter... esse fogo não queima, não arde, mas aquece a alma e incendeia paixões. Fogo que incendiaste um amor no meu coração, fumo que me intoxicas. Vem fogo selvagem e queima todo o meu ser, que a chuva do deserto será sempre capaz de trazer um amor destes a renascer.
Nós os dois deitados na cama do meu quarto emprestado... olho para o teu lindo corpo... que eu tanto desejo... meus lábios aproximam-se de ti e acaricio-te com a mão suave... sinto o teu sopro no meu rosto, o teu odor entranhado em mim, cada vez mais próximo, a tua língua exploradora e a minha ansiosamente em busca da tua, beijos doces, mordidelas com carinho, o descer pelos teus contornos, um arrepio imenso ao entrar dentro de ti, o escorrer do teu néctar por mim, a minha entrega total a ti... o êxtase... teu rosto encostado ao meu peito, as carícias de sossego e aconchego...

Apetece-me gritar à eternidade e sussurrar-lhe que te Amo... que estiveste em mim quando eu em ti me despi em toques, em beijos, gemidos intensos e corpos retorcidos em si como um mar revolto a fazer amor com as ondas...

Deixas-me louco quando eu já o sou por ti.

Amo-te!

sexta-feira, junho 08, 2007

METAMORFOSE

Mãos, um espaço de criação, momentos de loucura que transformam o ar numa escultura. Instantes em que te toco, sentido, na ponta dos dedos. Mãos, sensações, um resvalar no ar que me rodeia. Dedos, artíficios de magia, fonte de emoções, quando percorro teu corpo macio. Nesta noite escura, fechada no tempo, encravada nos séculos, seguro as minhas mãos, uma com a outra, tentando sentir o sabor da tua pele, o instante em que te fiz minha, o perfume que toquei ao abraçar-te. Entre as mãos fecho um mundo, de sensações e loucuras, de momentos perdidos, de conversas feitas de palavras difusas. Acalento a minha alma, aconchegando-me nas tuas mãos. Nos meus dedos sinto o entrelaçar dos teus, quando me seguras a mão, levando-me pelo caminho de uma vida colorida entre as mãos do criador.

quarta-feira, junho 06, 2007

EM POUCAS PALAVRAS

Hoje não escrevo muitas palavras porque o que sinto aqui dentro não pode ser transcrito na perfeição neste rústico latim… apenas se consegue dar… mas o que tenho para te dar é o meu maior tesouro… ele que com os meus sonho de menino estava guardado num baú secreto, a minha caixinha de segredos pronto a se desvendar apenas para quem possuísse a chave certa… o que te quero dar é o meu amor, sincero, amigo. Apenas te quero amar, partilhar em sintonia e a dois este sentimento lindo e quente que me inunda por dentro e transborda de mim… dá-me a tua mão para que junto com a minha te leve por este caminho que te desvendará o meu coração.
Apetece-me apenas te dizer… Amo-te!

terça-feira, junho 05, 2007

ESPERO-TE

Vou esperar-te na Lua, fazer-te um convite para juntos visitarmos o firmamento, viajando em torno dos astros, deixando no céu os nossos rastros.
Vou esperar-te nas águas do mar, para juntos mergulharmos e descobrirmos a vida encantada escondida nas águas, e por lá deixarmos nossas pegadas.
Vou esperar-te dentro de mim, e deixar que me explores por um tempo sem fim.
Permitirei que viajes no meu interior, onde encontrarás esta beleza imensa do meu amor, que há muito te espera, e está todo ao teu dispor!
Aceita o convite, vem conhecer o meu universo interior, vem mergulhar no oceano deste amor.
Vem viver esta sublime energia misturando a tua com a minha!
Dá-me a tua mão, toca em mim,
Vem viver este amor, esta emoção sem fim!

segunda-feira, junho 04, 2007

ADORMECER E ACORDAR A DOIS


Não te silencies, quero esse tom doce e rouco da manhã, quero o teu colo, a mesma boca dócil.
Desejo deitar-te em mim e simplesmente adormeceres, sentir o sabor dos teus sonhos enquanto sussurro musicas de embalar ao teu ouvido.
Quero esses mesmos beijos, ansejos, desejos... quero a chuva do lado de fora da janela, na rua, quero o teu silêncio da madrugada.
Olha-me nos olhos... espreita lá para dentro e diz-me o que vês, invade o meu ser, desperta o teu sentir e conta-me o que sentes, beija a minha boca e diz-me a que sabe o meus lábios.
Eis o que sobra em mim, o querer teu toque suave, sentir-te novamente e perder-me por completo em pensamentos macios por de novo te sentir ali... quero o sabor inquieto, essa malícia inocente, a sabedoria das tuas palavras e sentir o tremer do teu olhar no meu que te deseja ardentemente... não quero o tempo... mas quero-te a Ti.

sexta-feira, junho 01, 2007

DELÍRIO DO MEU DESEJO

Mesmo se eu pudesse escolher entre os teus beijos longos ou os teus abraços quentes ainda me faltaria optar pelo teu corpo, delírio do meu desejo.
E se em escolha eu pudesse ficar com todo o teu sentir, confesso-te meu amor que me faltaria o ar que tu possuis e o chão que tu pisas pois quando os pensamentos inundam-me a alma sou como um menino perdido em interrogações com o vago olhar em tuas formas soltas a alisar os meus desejos mais secretos.
Esta pequena sabedoria que quer beber-te para existir em teus lençóis, em tua carne macia, minha morada, meu abrigo, meu todo e meu início a desvirginar minhas faces em uma única que é a tua.

Ainda que eu escolhesse nunca ficaria apenas com teu sonhar... Cabe-me todo teu ser.

quarta-feira, maio 30, 2007

DESPERTARES

Despertas em mim esse lado feroz, de rugido solitário, ecoando na paisagem da vida, animal solto ao vento e ofereço-te, em marcas de dentes e sangue na pele amada, esse sentimento vivo de desejo, uivo animal na calada da noite.
E vens, e és toda tu, instinto que me cheira, que me roça, que me fixa, olhar terno e atacante. E eu confio na ternura selvagem desse olhar... animal que és e em que me transformas... também eu doçura, também eu ternura.
Também tu selvagem para mim. E vou, sigo, sigo-te, vontade que me transcende, vontade que me é, que sou eu.
E quem sou? Talvez e apenas a tua própria vontade. Risco de unha no pulsar das sensações, dentes afilados e doces que me arrastam para a toca das tuas quimeras.

terça-feira, maio 29, 2007

SENSAÇÕES

Sinto-me aquecido pelos teus pensamentos, pelos teus olhos que mesmo na distância insistem em chamar a atenção dos meus. Sinto-me inebriado pelo perfume que exala dos teus poros ansiando desejo, paixão, fúria. Teu corpo quando o meu toca faz-me estremecer de amor, uma intensa sensação de prazer.
Sensações quentes e reconfortantes, o arrepio na nuca que inflama o meu corpo simplesmente ao ouvir o ressoar da tua voz na minha pele. Sensações que vem da alma, sentidas, vividas num húmido trocar de olhares intensificados no desejo transbordante, no tocar das línguas por entre beijos ardentes e devoradores.
Lábios quentes que percorrem o trilho das mãos, em busca do prazer, atingindo o peito e acariciando-o... sensações dos corpos enlaçados numa exploração infinda de prazeres... mãos que percorrem devagar o contorno da face deslizando suavemente e descendo pelo pescoço e ombros acariciando firmemente a pele macia.
A boca macia que viaja languidamente pela curvatura do pescoço até à abertura do decote inalando o odor exótico e suave que se desprende da pele, as mãos e a boca cálida que te percorrem ora suave ora impetuosamente arrancando murmúrios entrecortados de prazer. Bocas ávidas de prazer ora acariciando, tocando levemente com a língua, sugando-te, apertando os lábios vigorosamente provocados em sensações incontidas de prazer.
O abraço forte, envolvente e o contacto dos corpos quentes, excitados e sequiosos de carícias selvagens. A excitação cresce, o pulsar do coração acelera numa exploração intensa de prazeres e sensações, de toques, de beijos, de carícias, de olhares que prolongam o prazer, o clímax...
O tempo pára, a onda de calor parece prolongar-se mantendo o corpo trémulo numa mistura de quente frio mas suspenso num quente fremente... mas o toque suave dos dedos e a boca quente reacende uma fogueira que não se extingue, emitindo miríades de sensações que inflamam e explodem levando a que tudo recomece.
Sensações que flutuam por entre nós, por entre olhares, por entre as carícias trocadas... por entre o Amor que se desprende de nós e encontra no outro o seu porto de abrigo.Sensações... intensas... profundas... húmidas... apaixonadas...

segunda-feira, maio 28, 2007

"EU"

Percorro este espaço e o tempo numa saudade constante... Hoje é o dia de todos os dias... será o dia mais longo das nossas vidas... onde tudo em nossa volta cessa de existir... onde uma voz escondida diz "Eu" em torno do "Tu".
Tenho frio... coloca o teu corpo bem junto do meu... traz-me aconchego.

Respiro o teu ar... faço-te voar... apetece-me gritar... gritar o teu nome às estrelas...

Sintas Tu o desejo que me inunda a alma e me percorre a carne... sintas Tu o Amor que cresce por Ti a cada instante que inspiro.

Quero um beijo teu... sem palavras... apenas olhares... o toque dos lábios que deslizam por entre si numa procura incessante do prazer que exalamos...

Quero te levar para um lugar que nunca ninguém viu...

sexta-feira, maio 25, 2007

REFEIÇÃO PARA A LÍBIDO

Apetece-me abusar da cozinha... preparar-nos algo de especial, de exótico e mesmo... porque não erótico?
Colocar o avental e por entre "entradas" picantes, delícias do mar, sobremesas de creme e chocolate, saborear-te com a sede que me percorre a língua.
O divertido vai ser certamente a confecção... a arte da preparação, do aguçar do apetite, o toque das mãos, os beijos soltos e trocados por entre açucar e o bater das natas...
Pergunto-te o que queres de sobremesa. "Sim" dizes tu... e sobre a mesa ou ao balcão?
Envolver-te como as natas se misturam no açucar, aumentando o sabor, a líbido...
Hoje apetece-me cozinhar para ti... algo de... erótico!