quinta-feira, setembro 07, 2006

Azul













Há hoje uma clareira aberta,
na ânsia de te querer.
Onde a réstia de minhas forças
se perderam na forma do teu olhar.

Há uma curva silenciosa no teu rosto,
hipnose do meu ser.
Quando penso no adeus,
sinto uma vontade de açucar
compota de pessego ou figos bebados.

Estremeço de um ruido azul,
alcoolizado de emoções.
Tenho saudade dos teus cabelos,
rebeldes como o vento... endiabrados.
Pego em gesso e tento te moldar,
dois dedos imitam o recorte dos teus lábios
e ali fico, perdido nos meus pensamentos,
sem conseguir pintar a paisagem azul que te rodeia.

Tenho saudades de quando...
os teus olhos engarrafados me procuravam sem cerimónias,
me pegavam ao colo e deixavam escorrer malícias
sobre o meu peito escancarado, à porta do desejo.

Tenho saudades de quando...
as tuas mãos me tocavam
como se o meu corpo fosse uma ante-estreia,
sulcado por ti na véspera do aplauso.

Tenho saudades...

terça-feira, setembro 05, 2006

Agosto dos olhos meus...

Agosto, mês de férias para muitos, e espero que tenham sido excelentes, e para muitos outros, como eu, mês de trabalho.

Foi um mês de uma intensidade louca, nada homogénia, muitas reviravoltas, contratempos, desencontros, organização na desorganização...

mas...

Foi um mês vitorioso e muito recompensador ao nível pessoal num âmbito profissional.

Agosto de 2006, um mês a recordar como tendo sido dos melhores profissionalmente.

Foi um pequeno grande desabafo, porque já sei que me consideram um workaholic...

quinta-feira, agosto 31, 2006

Deixaram-me sem palavras...

Umas semanas atrás, fui convidado por um dos grupos de formação de novos colegas de trabalho, para participar num dos habituais jantares de equipa. Confesso que nessa altura senti-me orgulhoso porque apesar de não ser membro integrante desse grupo, diáriamente trabalho com eles e os apoio sempre que necessário no desenrolar das suas actividades profissionais.
Senti de imediato que deles existia alguma afinidade com a minha pessoa, no mínimo profissionalmente.
Na noite de ontem consumou-se assim o respectivo jantar, e daí estar a partilhar com todos estas palavras, porque me senti autênticamente uma pessoa priveligiada.
Certamente que tinha a ideia que o meu apoio lhes teria já causado algum impacto mas ontem, entre palavras e agradecimentos conseguiram me deixar sem palavras.
O ponto chave foi quando me ofereceram um presente de aniversário... fiquei... sem... fôlego.
Adorei partilhar aquele momento com eles porque me diverti imenso mas também adoro trabalhar com os mesmos porque todos me demonstram ser competentes, profissionais e preocupados com o correcto desempenho do seu trabalho.
Para todos eles, o meu especial e muito sentido obrigado, e acreditem que é de facto um privilégio trabalhar com todos mas principalmente, poder partilhar a minha amizade.
Para finalizar a noite, excelente performance de todos na ida ao Tuareg Bar.
Pessoas assim, acreditem que vale a pena.
Para todos...
Obrigado.

domingo, agosto 27, 2006

ChillHouse - Momentos de descontração

Todos nós necessitamos de parar.
Existirá sempre a necessidade intrínseca de nos recolher-mos aos nossos pensamentos e sentimentos, e fazer-mos deles a refeição do momento.
Acorda-mos por vezes e sem dar-mos conta, sentimos aquela ânsia de procurar algo que nos faz falta, que nos completa.
Hoje acordei sentindo-me incompleto, como se metade do meu ser estivesse ausente.
Que sensação mais bizarra, estranha e alienigena.
Não a compreendo, ou se calhar até que sim.
Nestes momentos a recolha a mim mesmo é como que paragem obrigatória, e para tal recorro ao baú das sound sessions ChillHouse do Café del Mar de Ibiza.
Uma forma suave e apaixonada de elevar a matéria a espírito, e partir daí, como diria uma pessoa que conheço, ser nuvem.
Voar por céus virgens e desconhecidos. Sentir o suave aroma da brisa a toldar meus nobres sentimentos, e ali deleitar-me com seu gosto pelo calor abrasador do sol encarnado.
Como é bom nos sentir-mos a voar.
Ficaria assim eternamente...

segunda-feira, agosto 21, 2006

O mundo das Revistas Cor-de Rosa












Nestes dias tive a oportunidade de partilhar algumas ideias e pontos de vista bastante interessantes, relativamente ao fantástico mundo das revistas cor-de-rosa. Claro está, com duas pessoas amigas do sexo feminino, até mesmo porque claramente, o público alvo destas revistas são as Mulheres.

Entre as frases ditas e os clichés que daí se tiram, chegamos a conclusão que a razão da existência de tal mundo (porque é um mundo à parte), consiste na razão de ser mais fácil viver a vida dos outros através dos ditos e desmentidos, sobre pessoas, personalidades e afins, que se publicam nas ditas.
E realmente não precisamos de pensar muito para chegar a tal conclusão que é gritante na nossa sociedade. Deixamos de viver a nossa própria vida e passamos a consumir a vida dos outros.
O mesmo se passa com o fenómeno das telenovelas brasileiras. Não pondo em questão a qualidade dos actores ou do enredo, consistentemente observamos que estes programas de ficção são tratados como se estivessemos a observar a vida do nosso vizinho do lado.
Algo que é ficção passa a ser realidade, e as situações, factos e dramas que se observam nas ditas "novelas", passam a integrar o cotidiano real de muito boa gente.
Deixem-me colocar apenas uma questão.
Será que a vida de cada um de nós é assim tão vazia, que fácilmente é preenchida com este tipo de coisas?
Ora isto leva-me para outra questão ainda.
E será que as pessoas fazem alguma coisa para tornar a sua própria vida interessante?
Eu penso que não. Tristemente chego à conclusão que se chegou ao ponto do facilitismo, e tudo aquilo que implique esforço e dedicação logo é posto de lado.
Mas afinal... para onde nos leva este tipo de vida?

sexta-feira, agosto 18, 2006

Momentos Infelizes

Ontem vi algo na televisão que odiei pura e simplesmente.
Quantas vezes mais teremos nós, simples humanos, de repetidamente ver e ouvir as imagens do ataque terrorista a NY, mas principalmente... ouvir as chamadas telefónicas daqueles que no seu desespero e certeza da morte, agonizavam-se em dor.
Para o Canal 1 e TVI que passaram mais uma vez estas imagens e o som destas chamadas, fica o meu repúdio.
Resta-me apenas considerar sobre aqueles que pactuam na sobreposição das sondagens pela informação pura, que nada mais são do que meros abutres que aguardam a chegada de carne fresca para depressa a devorar no seu sensacionalismo barato.
Um dia também esses serão objecto de outros abutres, e o mais engraçado é que aí... não gostam.
Como diria um amigo meu, "azarito".
Metem-me nojo simplesmente.

quinta-feira, agosto 17, 2006

Os teus lábios perfeitos...



















Revoltados como ondas em tempestade, doces como chocolate, meigos que nem criança.
Assim são os teus lábios.
Lindos, irresistíveis, perfeitos. Quero deles beber tua alma, sentir o que sentes...
Quero ouvir-te mais e mais e mais.
Não te cales.
Podias falar silêncio que mesmo assim te ouvia.
Quero sentir o vibrar de tuas palavras, em mim, com teus lábios.
Quero saber te tocar, passear com meus dedos neles...
Quero sentir o teu sabor, o teu calor.
Como são lindos os teus lábios.

quarta-feira, agosto 16, 2006

A noite ideal

Hoje foi um daqueles dias em que raiava no ar um ambiente estranho, misterioso. Fosse da chuva ou do negro das nuvens, algo percorria à minha volta como se de um abrute à espera da sua presa se tratasse.
Não que me tenha sentido ameaçado, muito pelo contrário. Intrigado, curioso e ao mesmo tempo preenchido.
Hoje seria sem dúvida um excelente dia para um jantar à luz de velas. Não pensem já que seria por questões românticas ou algo com ideias pré-concebidas... pelo contrário.
O ambiente se proporcionaria para um momento de pura descontração e do relaxamento surgiriam certamente frases e ideias bastante interessantes.
Seria um dia excelente para a pura divagação filosófica sobre a própria chuva e o seu efeito em nós...
A ementa?
Seria sem dúvida algo para o picante para que o seu acompanhamento líquido não fosse esquecido.
Peixe, sim... com temperos aromáticos, e porque não juntar uns tantos camarões e puré de batata. Vinho branco "Varanda do Conde", excelente escolha, ou então porque não um rosado "São Rosende"!
Importante é sem dúvida que a única luz existente seja a das velas e aquela que tenta se fazer chegar lá de fora da rua. Copos raiados de um azul mediterrânico, pratos brancos sem qualquer logo, cor ou adorno que fosse. A pureza deverá imperar nesse pré-momento de aspiração à alma.
Nada deve ser deixado ao acaso, nem mesmo os guardanapos, bordeaux presos com fita azul de forma a complementarem-se com os copos que vagueiam pela mesa.
Para enriquecer ainda mais a atmosfera, música. Guitarras espanholas, serenas mas triunfantes... Nino seria uma boa escolha igualmente.
O mais importante... companhia. Alma essa disposta a desprender-se de tudo o que de material nos solidifica a este universo, e expor seus medos e triunfos sem receio de represálias.
Enfim... horas de puro deleito mental, entretenimento e enriquecimento espiritual...
Um fim de dia, início de noite em grande certamente...

domingo, agosto 13, 2006

Agora é de vez!

Pode ser apenas uma semana é certo mas que vai valer por duas ou três é mais do que certo.
Finalmente vou poder me encostar e parar. Acordar de manhã sem a preocupação de ir trabalhar, sem a responsabilidade de estar presente.
Sim, vai ser difícil, porque quando se gosta imenso do que se faz, parar não é fácil.
Vou ter saudades dos colegas e amigos com quem lido diáriamente. Saudades de alguém em particular, mas parar era já condição para manter alguma sanidade mental e física.
Quando o cansaço surge, é impossível fugir dele.
Afinal, sou apenas humano.
Vou até à praia, passear, ler, divertir-me, vou ao cinema, algo que não faço à algum tempo.
Vou de férias...

terça-feira, agosto 08, 2006

Qualidade de vida!

Como já deu para reparar, tenho dedicado pouco tempo ao meu diário público que considero ser este blog.
Por mais que tente falta-me tempo... ou não.
Passa certamente por conseguir conciliar tudo aquilo que necessito de fazer dentro das 24h que um dia tem.
Mas se me vou por a fazer contas, afinal, não é bem assim. Então vejamos:
8 horas para dormir;
9 horas a trabalhar (em média);
2 horas no trânsito;
2 horas para almoço e jantar;
sobram 3 horas que muito sinceramente, não sei por onde andam.
No meio disto tudo, por onde passam aqueles momentos de convívio, lazer e distracção?
É certo que a minha actividade profissional me ocupa uma grande parte do dia, e mesmo assim por vezes me obriga a continuar a trabalhar mentalmente, mesmo após me ausentar fisicamente do local.
Mas agora, que o corpo sente o peso das actividades que me ocupam este tempo todo diáriamente, chego a conclusão de que parar... é certamente tempo bem gasto.
Preciso de férias... mas já sei que a inactividade é stressante, porque o ritmo a que se vive não me permite parar um momento.
É incrível como as férias podem ser stressantes. Na minha vida de estudante era algo que se aguardava ansiosamente durante um ano inteiro.
Hoje em dia, as férias não passam mais de um complemento do trabalho.
O Homem moderno perdeu qualidade de vida.

quarta-feira, julho 26, 2006

Sem tempo... sem espaço...

Gostava eu de conseguir aproveitar estes momentos de prazer que o verão nos proporciona, acordar sem a preocupação de horário e sair de casa sem rumo definido, e eis que...

...novas oportunidades profissionais se avizinham e novamente vejo-me no dilema de ter de adiar férias.

Como diria alguém que conheço "A história repete-se a ela mesma."

Mas algumas horas devo conseguir reservar para aqueles momentos de lazer, nem que seja para manter a própria sanidade...

Veremos o que acontecerá...

sábado, julho 15, 2006

Chegou o Verão













Ele está aí,
a aquecer-nos até não mais aguentar-mos.

O Verão chegou em força.

Época de protector solar, refrescos,
calções e t-shirts, ou sem t-shirts...

Quero viver-lo ao máximo, seja com quem for...

Apreciar e gozar cada gota transpirada,
e ao chegar ao fim do dia,
saber apreciar este por-do-sol,
e preparar-me para a noite.

Viva o Verão...

quarta-feira, julho 12, 2006

Ajudem-me














Hoje foi um dia estafante...
1º dia de trabalho para um conjunto de novos colegas.
Para aqueles que não sabem, trabalho na 2º maior operadora nacional de telecomunicações móvel. Brevemente seremos a 1º he he he mas isso são outras histórias...
Básicamente nestas situações após toda a fase de formação estes novos técnicos de telecomunicações são integrados na sua função final que é o Apoio a Clientes.
Naturalmente é aqui que surge todo aquele receio, stress, desorganização mental porque o impacto é enorme.
Poucos são os que conhecem a realidade desta profissão e a ideia pré-concebida é a de que se trata de um trabalho fácil, aborrecido, e que serve para qualquer pessoa.
Não imaginam o quanto estão errados.
Extremamente exigente, stressante, ritmo constante e acelerado, mas desafiante e ambicioso.
Tem de se amar ao 1º olhar.
Mas hoje vi nos olhares de alguns, aquele medo de arrepiar, como se do outro lado, em cada contacto recebido fossem enfrentar o Diabo em pessoa.
Incrível o que o medo origina, porque é o mesmo medo que os levou a partir de um determinado momento, a querer mais e cada vez mais...
Diziam eles "Estou a adorar!"...
Nós somos mesmo uma caixinha de surpresas...

terça-feira, julho 11, 2006

Fazer Amor Não é Sexo

Perdermo-nos ansiosamente em seu corpo,
na sensualidade que imana,
deixando-nos inebriados de prazer,
um prazer tão profundo que nos preenche no mais recôndito do nosso ser.

São pontos comuns encontrados no momento em tudo ganha sentido e as emoções vivadas ao extase.

Mas certo é que muitas das vezes confundido com a superficialidade carnal de nossos corpos e o egoísmo crítico de nosso umbigo.

Fazer Amor não poder ser apenas Sexo.

Porquê reduzir-se à matéria algo que nos trancende o espírito?

Por comodidade? Egoísmo? Por ser prático? Simples?

Por ser fácil...

Hoje vive-se o momento porque o amanhã será de novo outro tão igual vivido sempre no presente.

Porque fazer Amor pressupõe investimento, físico certamente mas acima de tudo emocional , onde o verbo "agora" não pertence no seu vocabulário.

Porque fazer Amor pressupõe vulnerabilidade, e poucos são os que admitem o ser.

Mas no fim do livro, quem reina é o Amor, e todos aqueles que dele fizeram troça, ou ignoraram a sua existência, serão apenas e só...

... esquecidos!

domingo, julho 09, 2006

Hibernar


















Quero ir para casa...
descalçar os sapatos e tirar a camisa.
Quero pousar o fardo que carrego
e esquecer que sequer existo.

Quero fechar os olhos e sonhar,
relaxar, sentir-me seguro.

Sinto-me exausto por dentro,
sem força nem ânimo para sequer,
respirar de novo.
Quero dormir...

Hibernar!

E daqui a muito tempo...
acordar.

quinta-feira, julho 06, 2006

Frágil


















Como tu e como eu,
como em qualquer momento,
há sempre algo que nos perturba,
nos enrijece o pensamento
e nos agonia o coração.

Esta besta, que nos maltrata,
humilha e escalda o sangue.
Este que nos corre cá dentro,
que conduz em nós
o rubro suor de uma vida presente.

O silêncio horroroso que me enlouquece,
a censura sem piedade que me escarnece.

Sou Frágil,

como a ponta do carvão de um lápis,
a pena fresca de andorinha,
como a luz da manhã soalheira.
O negro da noite matreira.

Cansei do silêncio, podre, falso,
obscuro e indeciso.
Soprem ao vento e façam as nuvens desaparecer...
Suplico-vos...
Suplico-te...

quarta-feira, julho 05, 2006

Retalhos

Hoje perdi meu olhar...
Trocado por manhãs e tardes...
pelo passado.
Encontrei-me a sonhar...
Acordado...
Sonambulo...
Enquanto a caminho do meu destino,
a claridade chamuscava
batendo forte no vidro.
Seu brilho me lembrava retalhos passados
de momentos vividos
mas não esquecidos.
É bom recordar.
Sentir e viver o que foi outrora sentido...
Por momentos...
recordei teu gosto, teu cheiro...
o calor de teu corpo em mim,
teu sorriso lindo de menina.
Retalhos de uma vida passada.

segunda-feira, julho 03, 2006

Grita

Podes te julgar perdido, desorientado,
sem rumo ou estrelas que te guiem o caminho.
A razão deixou ser razão de viver, caminhar e correr.
Sem forças aparentes, inerte, só...
abandonado pelo teu próprio mundo.
Entre todas as paredes que te envolvem,
consegues apenas sentir a sua pintura,
caiada em lágrimas, perdidas...
negra, cinzenta. Sem cor alguma...
Abre os olhos.
Não respires... inspira fundo e assim deixa-te ficar.
Observa as nuvens que passam.
O azul que as envolve.
Grita!!!
ou não...
Não é preciso usar a voz!
Fecha os olhos e agora fita o ponto negro.
substituiu-o pelo azul, pelas nuvens brancas.
Volta a gritar!!!
Cala-te...
Ouve o que te rodeia,
o vento, os carros a passar,
as pessoas a caminhar.
Ouve-te a ti mesmo.
Finalmente... abre os olhos.
Onde estás?
Não interessa agora... acordaste.
Sente o aconchego dos lençois!

domingo, julho 02, 2006

ORGULHOSAMENTE ROUCO

Estamos nas Meias-Finais...
Parabéns Portugal por acreditares...

palavras para quê ???

POORRRTTUUGGAALLLL

sábado, julho 01, 2006

O QUE É PORTUGUÊS É BOM



Album "Paulo Gonzo" SoundTrack "Sei-te de Cor"

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