sexta-feira, novembro 24, 2006

Acordei a sorrir...


Olha-me nos olhos e diz-me o que vês!!!
Não quero me esconder mais neste nevoeiro que tarda em dissipar.
Quero acordar do sono imenso e bocejar para o passado. Mesmo rodeado por 1000 pessoas tardo em deixar-me sentir totalmente só.
Respiro fundo e não consigo chegar ao fim. O nevoeiro tomou-me completamente os pulmões.
Este não é o meu sonho.
Outro dia de Inverno acabado de passar junta-se às páginas acabadas de lacrar e eu... continuo só.
Quero regressar a casa, aquele espaço que nos abraça e protege da intempérie.
Quero um jantar à luz de velas mesmo que acompanhado apenas das sombras quentes que o fogo atiça nas paredes de pedra.
Quero quebrar com os temas proibidos e plantar nesse asfalto de medo uma flôr... de esperança.
Sinto falta do calor de um corpo alheio ao meu. Do toque suave dos cabelos que não os meus.
Quero escrever-te uma carta e colocar-la no correio, mesmo que o endereço seja do fim do mundo.
Por outro lado adoro a minha solidão perfeita.
Ahhhhhhhh como é bom viver, mesmo quando inundado de emoções contraditórias.

quarta-feira, novembro 22, 2006

Palete de Cores

Nem sempre podemos pensar a preto e branco, nem tudo são formulas matemáticas cujo resultado das mesmas é já conhecido, pelo menos, esperado.

Mesmo quando sabemos já saber tudo, algo de inesperado acontece.
O café é derramado naquelas calças acabadas de comprar, chove no dia em que decidimos sair sem guarda-chuva, vamos as compras e ops, esqueci de levar dinheiro e o cartão de crédito, e por vezes... dizem-nos ao ouvido o quanto importante somos para alguém.

Mesmo quando queremos apenas escrever a preto numa folha branca, o melhor mesmo, é escrever a cores.

Já imaginaram as minutas de um advogado ou de um juiz escritas a crayons? As páginas do nosso livro favorito escritas a 1000 cores...

A magnitude das variáveis com que no dia-a-dia nos deparamos são infindáveis...

Por isso, quando menos esperamos... de um momento para o outro... somos a palete de cores de um pintor que incansávelmente se recusa a trinchar a sua tela branca.

sexta-feira, novembro 10, 2006

Manifesto ao Ódio

Estou tão preso dentro de mim mesmo, e tão livre ao mesmo tempo. Às vezes eu penso que sou especial porque entendo e aceito tudo, mas às vezes acho que apenas tenho uma sensibilidade aflorada, imensa, quase que inacreditável, mas me falta a capacidade de entende-la. Esta é a minha prisão.

Meu desespero não é maior ao de qualquer outra pessoa, mas a cada dia que passa, mais me consciencializo dele, e ele me inunda. Meu “dom”, diferente de outros dons alheios, não pode ser contabilizado: ele serve apenas para me mostrar o quanto sou pequeno e incapaz. Não gosto da minha aparência, da minha voz, e principalmente do meu passado. Vivo apenas de sonhos, fantasias e adequações. Amo a todos, mas vivo preso a valores quase todo o tempo. Não sou capaz de dar a minha vida para salvar uma mosca mesmo sabendo qual a mais valiosa. Por outro lado, eu acabaria com a minha vida se EU quisesse. Mas a amo tanto! A mosca.

Agrido-me todo o tempo por não aceitar a minha condição neste mundo, e não estou falando fisicamente - apesar da cicatriz. Tenho sorte? Como posso personificar a diversão e a felicidade que me são impostas? Apenas copiar o modo de vida de pessoas que não sabem a diferença entre uma lágrima de tristeza e uma lágrima de decepção, e isso não me é suficiente. Deveria dizer basta! Mas não chegou a hora.

Pois bem: custo e benefício. De quem?

Sugeriram-me que eu usasse o que eu passei a chamar de “teoria do foda-se”. Simples: Parar de ser quem eu gostaria e passar a ser eu mesmo, e quem não gostar... Uso a teoria. Qual a importância disso? Qual o sofrimento que eu posso causar? E se der certo? E se alguém tiver a capacidade de me amar assim como eu sou? E se esse alguém for eu? Foda-se?

Perguntas, perguntas e perguntas. Sem respostas.

Pois bem. Apago neste momento todas as minhas verdades. Elas não me serviram para nada mesmo... Melhor ser louco, e mesmo preso sentir-me livre. Não tenho como voltar no passado para arrumar as coisas erradas que eu fiz, e não sei se consigo aceita-las, então deleto tudo. Fim.

Ah devaneios! Quisera eu que fosse tão fácil.

Porque falar de mim? Porque eu deveria ser assim tão especial? Não passo de um idiota que pensa que é esperto. Minha dor não é maior que a dor de ninguém. Sou apenas um louco que finge ser normal para não sofrer um pouquinho, pois tenho medo de sofrer... Pouquinho!

Minhas ex, tão amadas, se foram... E bastou isso para que eu descobrisse que não as amava, e que não as merecia. Não dou valor a coisas que outras pessoas agradecem aos céus. Minha religiosidade é nula. Cativo e saio magoado, e uso contra isso a arma mais covarde que eu tenho, a capacidade de usar: Meu dom.

Não cheguem perto. Não me chamem de amigo, de querido e muito menos de amor. Não pensem que sou especial porque se vocês acreditarem nisso, por um segundo que seja, serão feridos e irão sofrer. No fundo, de tanto amor, eu lhes odeio.

Me odeio a mim mesmo.

terça-feira, novembro 07, 2006

Perdi um Amigo

Descobri que afinal é possivel perder um amigo.

Perdido não num qualquer jogo de fortuna ou azar.
Perdi um amigo na roleta da vida, no jogo dos infortúnios, onde supostamente as apostas não deveriam nunca cessar.

Como é possível perder um amigo?

Supostamente um amigo é aquela pessoa que nos acompanha nos melhores momentos e que marca presença nos momentos menos bons da vida.

Mas descobri que um amigo também sente aquilo que sentimos e que por isso será sempre permeável a mentiras e enganos.

Descobri que um amigo, tal como nós, detesta a traição.

Descobri que também se enganam os amigos como forma de nos arremessarem a pedra mais pesada que se possa encontrar.

Também se enganam os amigos para se quebrarem os laços que os unem.

Mas supostamente o amigo deveria ser imune ao veneno da cobra matreira, mas acontece que tal como nós, um amigo também sente e estando magoado, perece e se perde.

Perdi um amigo e estou triste...

quarta-feira, novembro 01, 2006

No Trilho inCerto


Acredito que o Inferno fica na ponta do trilho incerto, e que o céu nos acompanha na viagem de ida.

A qualquer instante, no descarrilamento de nossas vidas, esquecemo-nos donde vimos e para onde vamos.

Resta-nos arrastar de novo aos trilhos certos, e devagar, ganhar lanço, e gritar com os pulmões cheios de raiva...

Não há curvas nos trilhos que pisamos.
São os descarrilamentos que nos fazem perder tempo e paciência.

Resta-nos assim pisar terreno incerto, areias movediças, e ao longo do tempo aprender os sinais de como as evitar.

Raios partam estes trilhos cujos parafusos e porcas teimam em desaparafusar.

Raios partam o céu e o inferno que comungam o mesmo trilho.

sexta-feira, outubro 27, 2006

segunda-feira, outubro 23, 2006

DESTINOS...

Sydney à noite

HongKong à noite

Tokio à noite

Moscovo à noite

Ibiza à noite

Roma à noite

Luxemburgo à noite

Berlim à noite

Londres à noite

Dublin à noite

Paris à noite

Barcelona à noite

Ankara à noite

Ribeira do Porto à noite

Lisboa à noite


Distorcido...

Acordei e contemplei o Mundo da minha janela...

quinta-feira, outubro 12, 2006

LEALDADE E VERDADE

A verdade básica da vida está no que as pessoas pensam e sentem a seu próprio respeito. Ao contrário dos animais, muita gente tenta enganar aos outros e até a si mesmos, sem perceber que agindo assim, só se prejudicam.

O homem é supostamente o mais inteligente dos seres criados por Deus, mas um cão reconhecido é muito superior a um ser humano falso.

O sentido real que se pode encontrar para uma vida feliz é ser honesto e leal com sua própria consciência. É poder deitar a cabeça no travesseiro sem sentir que ficou devendo algo a alguém ou, o que é pior, a si próprio. O que deve vir em primeiro lugar numa pessoa é a verdade consigo mesmo.

sexta-feira, outubro 06, 2006

O início do fim...

Se acordares um dia a pensar,
que amaste quem nunca pensaste amar,
que perdeste quem nunca pensaste ter,
que viste coisas que nunca sonhaste ver.

Se ao acordares um dia e sentires,
o vazio que se deita ao teu lado,
o nada que adormeceu no teu coração alugado,
porque afinal o teu Um dia foi roubado.

Se procuras nas estrelas quem um dia encontraste,
se procuras reflectido no seu brilho o que sonhaste,
aquilo que sempre amaste...
Se procuras noutros rostos, que encontraste,
aqueles traços, aquele sorriso que um dia beijaste,
com o qual abraçaste o mundo,
e gritaste para toda a gente o quanto dele gostas,
e se bem lá no fundo apostas,
que encontraste a pessoa certa,
no tempo e lugar errado...

Pensa o que já foi um dia pensado...

No fim tudo dá certo.

Se ainda não deu certo,
é porque ainda não foi o fim...

quinta-feira, outubro 05, 2006

Pôr-do-Sol

Permite-me o até já,
porque a tua jornada será breve.
Um dia voltaremos a nos encontrar,
mesmo que por breves momentos sejam.

Serás sempre a minha fonte,
aquela que ofusca a minha alma
e refresca meus lábios,
com a pureza do teu calor.

Olho para ti agora com saudades,
sorrio sempre que tentas despontar,
por entre tenobrosas sombras
que teimam em te esconder.

Recordo-mo dos passeios longos e maravilhosos,
aqueles em que tu gentilmente me acompanhavas.
Nunca te senti egoista,
Sempre estiveste lá...
a cada amanhecer...
a cada entardecer.
Afagas minhas mágoas nos teus braços,
sem nunca questionares o porquê.

Voltaremos a nos encontrar.
Nesses dias partilharemos as histórias passadas,
faremos planos para o futuro.

Até Já...

segunda-feira, outubro 02, 2006

Perfeição

Deito-me sob as palavras prometidas
e questiono-me sobre a verdade das mesmas.
Hoje tudo é superficial, escusado.
Não oiço verdades.
Não vejo mentiras.
Apenas leio meias palavras.
Não sei como viver nessa metade.
Talvez seja meu o defeito,
para o qual não encontro solução.
Não consigo te ler,
assim como tu és.
Dizes-te Luz,
quando na verdade és noite.
Sombria e matreira.
Mesmo quando te encolhes
e escolhes meus braços para descansares,
para amares e ser amada.
Escolhes sempre caminhos difíceis,
mesmo quando a tua frente,
tens tudo o que desejas.
Teus olhos apenas veêm pela metade,
porque a outra parte,
ofuscada em tua mente,
não preenche o teu ego.
Dizes-te Mulher...
eu chamo-te Criança.
Mas quem somos nós?
Verdadeiros piratas da realidade,
nobres elitistas,
onde tudo queremos por querer,
como se o alfabeto terminasse com a letra A.
Frio, muito frio...
sem manta ou retalhos onde me abrigar,
mas continuo também,
qual criança no recreio a aguardar ser escolhido,
e assim fazer parte de um pequeno grande universo.
Não se trata de escolher,
porque isso nem eu sei fazer.
Não se trata de lutar porque não és adversário.
Basta usar vogais e consoantes.
Frases que ao exprimirem o todo ou parte dele,
tenham principio, mas também um fim.
Quero-te ler como um todo,
saber que o que dizes surge como um borrão,
pintado não a pastel, mas preto sobre branco.
Sentir que ao pintares nessa tela virgem,
prados selvagens ou desertos sem fim,
procuras apenas e só,
a Perfeição.

domingo, setembro 24, 2006

Não sei o porquê...

Caí e não sei como de novo me erguer.

Não tenho vontade de escrever,
nem vontade de ler.

Não sei o porquê, apenas que...
me sinto absorvido.
Como se a vontade se tivesse extinguido.
Deixo-me ficar, imóvel...
e sinto-me bem, por breves momentos,
que sejam...

Algo me falta,
algo que não sei materializar.

Vou-me deixar assim ficar...
por quanto tempo não sei.

Porquê este medo de algo que desconheço.
Mas sinto-me confortável nele.
Estranho...

Algo me aperta a alma, o peito.
Algo me rouba de mim mesmo.

Vou-me retirar... para algum lugar seguro...
Até breve...

quinta-feira, setembro 14, 2006

Sinais do Tempo













Os sinais de que já não está jovem acontecem quando:

- Fazer sexo no carro é incomodo;
- Há mais comida do que bebidas no frigorífico;
- 6:00 da manhã é quando acorda e não quando vai dormir;
- Conhece e cantarola as músicas dos elevadores nos hotéis;
- Leva sempre um guarda-chuva e dá a maior importância à previsão do tempo;
- Os seus amigos casam-se e divorciam-se em vez de começarem e terminarem;
- As férias caem de 130 para 15 dias por ano;
- Jeans e t-shirt's já não são considerados roupa;
- Chama a polícia porque o filho do vizinho não baixa o som;
- Já não sabe a que horas as discotecas fecham;
- Dormir no sofá dá uma grande dor nas costas;
- Não dorme aquele soninho do meio-dia às 6 da tarde durante a semana;
- Vai à farmácia comprar Aspirina e anti-ácidos em vez de preservativos e testes de gravidez;
- Almoça na hora que outros estão tomando café da manhã;
- 90% do tempo que passa em frente ao computador está mesmo trabalhando(ou dormindo);
- Deixa de beber sozinho em casa antes de sair para economizar dinheiro antes da noitada;
- Não vai em noitadas porque são muito cansativas;
- E o mais importante .... Lê este post e procura algum sinal que não se aplique!

quarta-feira, setembro 13, 2006

Sem Rumo e...

...sem ninguém a quem responder,
...sem questões a resolver,
...sem hora para nada,
...sem nada para cada hora.

Apenas e só... eu...

Nenhum homem é uma ilha, mas elas continuam aí... imponentes.

Gostava de ir, por aí fora, sem rumo, sem destinos plausíveis...

Apenas e só... eu...

Viver a magia do momento e apreciar esse mesmo momento como mágico que ele é.

Não é tristeza, saudade, pessimismo, introspecção. É viver.